Dando
continuidade ao post do Marcus, pretendo, de alguma maneira responder a essa
pergunta. A tecnologia já está em nossas vidas desde que nascemos, uma vez que
acompanhamos a evolução da sociedade em que estamos inseridos.
É
inegável a contribuição de determinadas ferramentas em nosso cotidiano. Quer
exemplo maior disso do que o computador? Dificilmente frequentamos algum
supermercado, loja ou recepção de qualquer clínica médica que não possua ao
menos um. Mais improvável ainda é a casa de classe média que não tenha um
deles, seja para o pai que trabalha com a contabilidade do escritório, seja
para a mãe que confere as receitas num site
ou para a filha que fez da Wikipédia
a nova Barsa.
Já
está claro que a grande maioria das tecnologias – ao menos, aquelas as quais
conheço e tenho acesso – estão ao nosso dispor para solucionar possíveis
problemas com maior agilidade e eficácia. Com isso, ficam as dúvidas: Por que
ainda há tanta resistência com a presença do celular em sala de aula? Por que
há tanta incredulidade nos trabalhos feitos com acesso a internet? Por que o
professor se recusa a modernizar sua metodologia?
Bom,
um considerável motivo está no medo do professor que muitas vezes se acha “velho
demais” para entender como o computador ou as inúmeras ferramentas que a internet tem ao seu dispor. Entretanto, será realmente o professor sempre o
culpado? Quantos data shows de fato
operacionais podemos encontrar numa
escola pública? Quantos computadores se teriam para atender a uma turma de 40
alunos, ou mais de uma turma simultaneamente?
Para
resolver esse problema, tem-se as verbas escolares que poderiam ser melhor
distribuídas a fim de sanar um pouco dessa deficiência. Outra parte dessa
relação se tornaria infinitas vezes mais rentáveis, no quesito qualidade em
sala de aula, se os professores recebessem oficinas, palestras e devido
treinamento para estarem sempre atualizados com relação aos instrumentos
disponíveis para incrementar a metodologia individual de cada um, isso sem mencionar o currículo. O professor é um pesquisador, e deve estar sempre atento as novidades que o circundam. Compartilhar essa série de experiências e estudos online também seria algo de grande valia, ao meu ver.
Outra
questão importante é: qual seria o nível real de comprometimento de um aluno
que pode, a qualquer momento, desviar o foco da aula para o seu status no facebook? O nível de maturidade de um adolescente infelizmente não
é alto, sejamos sinceros. Mas acredito que aí se encontra o papel do professor: ser um orientador, um guia. Apontar uma direção na qual o aluno encontre um horizonte novo. Uma saída útil seria mostrar, dentro do próprio site, páginas interessantes aos alunos, que incluam conteúdos vistos em sala de aula.
Com
a portabilidade do celular o aluno “intratável” ou “desinteressado” pode procurar
por informações adicionais que façam a interdisciplinaridade com outra matéria
com a qual ele tenha maior afinidade, ou mesmo conferir alguma informação que o
professor não saiba ou não tenha certeza.
Encorajar
os alunos a acharem essas informações pode ser uma proposta interessante de
trabalho, uma vez que aquele que trouxesse a “novidade” se sentiria incluído no
processo de aprendizagem e, simultaneamente, daria abertura de participação a
outros alunos. Buscamos uma escola em que o relacionamento entre aluno e
professor se transforme da hierarquia do medo a um lugar de convivência e
respeito mútuo.
Abraço.
Fernanda Sousa,
Acadêmica de Letras Inglês/Potuguês.
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